Talvez seja... aliás, eu geralmente começo algum diálogo ou texto com talvez e isso tem me incomodado. Me sinto confuso sempre a respeito de tudo e acho incrível quem consegue levar o mundo como algo sólido e abstrair o talvez da sua vida. Isso me faz pensar sobre introspecção, modos de ser e agir e o véu que está a cobrir-me é um translúcido, psicótico espelhado num universo de possibilidades e isso até hoje faz com que eu seja isto - um talvez. Talvez de amagos múltiplos que me impossibilita de existir realmente num mundo que é sólido. Meu primeiro ano no Curso de Letras, e tenho adorado, ainda que nem sempre corresponda as expectativas - e talvez na Literatura o meu ah, droga, acabei de escrever inconscientemente talvez...irônico. Mas a verdade (e agora excluindo o talvez da minha mente) a Literatura me permita ser, em partes, quem sou; um caleidoscópio e por isso gosto tanto. Ainda assim existe um embate, meu Logos produto do século XXI de espírito lógico me impele a ser somente uno, rígido no pensar tanto é que as pessoas, as coisas e toda minha representação do planeta me soa como um objeto imbuído de pura e austera banalidade, de uma vida árida, perdida no imaginário e desejo comum aos homens onde os anseios são simples futilidades. Isso também me incomoda. Me fascina saber que o mundo não é A nem B mas uma síntese, mistura, maquinação entre ambos que foram o AB e BA ou até mesmo fundem-se em algo novo para escapar em um C. Contudo não poder conhecer isso, irritabilidade inerente a condição de ser, me transtorna. É como aprender que "Isso é assim, mas vezes ele pode nao ser. Mas é sempre assim" um paradoxo de talvezes. É como eu me sinto e meu alento tem sido deixar meu coração que no passado era mole para ferrugem.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Metal Heart
Talvez seja... aliás, eu geralmente começo algum diálogo ou texto com talvez e isso tem me incomodado. Me sinto confuso sempre a respeito de tudo e acho incrível quem consegue levar o mundo como algo sólido e abstrair o talvez da sua vida. Isso me faz pensar sobre introspecção, modos de ser e agir e o véu que está a cobrir-me é um translúcido, psicótico espelhado num universo de possibilidades e isso até hoje faz com que eu seja isto - um talvez. Talvez de amagos múltiplos que me impossibilita de existir realmente num mundo que é sólido. Meu primeiro ano no Curso de Letras, e tenho adorado, ainda que nem sempre corresponda as expectativas - e talvez na Literatura o meu ah, droga, acabei de escrever inconscientemente talvez...irônico. Mas a verdade (e agora excluindo o talvez da minha mente) a Literatura me permita ser, em partes, quem sou; um caleidoscópio e por isso gosto tanto. Ainda assim existe um embate, meu Logos produto do século XXI de espírito lógico me impele a ser somente uno, rígido no pensar tanto é que as pessoas, as coisas e toda minha representação do planeta me soa como um objeto imbuído de pura e austera banalidade, de uma vida árida, perdida no imaginário e desejo comum aos homens onde os anseios são simples futilidades. Isso também me incomoda. Me fascina saber que o mundo não é A nem B mas uma síntese, mistura, maquinação entre ambos que foram o AB e BA ou até mesmo fundem-se em algo novo para escapar em um C. Contudo não poder conhecer isso, irritabilidade inerente a condição de ser, me transtorna. É como aprender que "Isso é assim, mas vezes ele pode nao ser. Mas é sempre assim" um paradoxo de talvezes. É como eu me sinto e meu alento tem sido deixar meu coração que no passado era mole para ferrugem.
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