sexta-feira, 8 de julho de 2011

Evolução

A teoria suplementa tantas respostas que hoje acreditamos ter. Mas onde há evolução deveria haver progresso e onde encontramos isto? A todo instante e isso é dificil de perceber, de tornar integro e laboral no dia a dia.

Um escorregão e vai-se tempo, precioso, em detrimeto de algo tão bom de sentir e ser. Qualquer argumento torna-se pifio para consagrar a mentira de que fazemos isto diariamente. Eu? Soa como desabafo pois é um desabafo. Se pudesse crer em misticismo ou qualquer sobrenaturalidade do hell instintivamente eu sou um Aziago ou qualquer equivalente. Geralmente as pessoas são preenchidas de algo, mas céus, transbordou toda merda que podia pro meu lado.

Começo pelo fácil, já que ele já é tão dificil... e o dificil? Deixa pra depois, eu não sou forte pra isto. Quero chegar lá e ter a chance de divagar sobre ele. Mas sinceramente? Começo por mim, pra depois finalizar pelos outros.

*Encara, com receio e timido, a trilha a frente*

O ego precisa acalmar, aquietar a bunda e deixar estar. Tempo. Tempo. Tempo. Menino mal criado, chato, que faz de tudo pra ter o que deseja. Calma, por favor, eu peço por mim, por que sou de ti parte e pelas pessoas que nutro afeto quero tornar-me alguém.


Mas quem? Evolução.

Ponto.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Algia não dói

Olho roxo, hematomas, algia intensa no rosto. Realmente não dói. Não dá vontade de esconder. Quero gritar. Quero chorar. Quero rasgar a ponta da lingua no asfalto. Quero te expremer forte.


Incompatibilidade depois de tantas mágoas é ainda sentir saudade e falta daquele abraço viçoso, que acolhe?
Diz que incompatibilidade é ser tão diferente e simplesmente negar a tua natureza, teu espirito?
Incompatibilidade é tua fuga pra não me querer. É teu lado mimado, escroto, de dizer e crer que pela minha atitude eu não te aceito. Mentira, tu sabe. Exige que eu jamais corra ou fuja, não me permite engolir as coisas mas quando chega tua hora se engasga com o que não consegue digerir e me deixa ao léu, mais uma vez, sofrendo.

Me transforma num louco, insadecido pela angustia. Teu silencio vira astucia, eu fraquejo, me dá atenção e finge que sou o vilão. Nunca fui.




Engana a si dizendo "nao preciso te agradar sempre" e onde exijo isso? Poe-se no meu lugar e culpa-se a si por não ser o que talvez tu mesma espera de si ou de mim pra ti.. Se acredita tanto nisto por que tendenciosamente sentimos falta um do outro? Idiota. Eu sou, muito e te contagiei com isso, minha explicação. Talvez não. Aceite que tu é idiota também.





E tanto faz… De tudo o que ficou, guardo um retrato teu e a saudade mais bonita.
Teu beijo volupia.
Um sonho lúdico.
                                                                      Sexo sublime.
                                                                      Confissões soturnas.
                                                                       Música pros nossos ouvidos.
                                                                      Um te amo sincero.
  
                                                             
Odeio-te, forte. Gostaria de não sentir nada e esquecer as palavras e gestos que sempre me acolhem quando preciso.

Espere...

Não dá.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Réquiem

*Aspira profundamente o ar frio do dia chuvoso que percorre os pulmões, estridente, vibrando cada molécula do corpo; Apaziguando os males.*

"Quando eu quis você
Você não me quis
Quando eu fui feliz
Você foi ruim
Quando foi afim
Não soube se dar
Eu estava lá mas você não viu"

*Liberta um sorriso breve, continuando a cantarolar.*

"Quando eu quis você
Você desprezou
Quando se acabou
Quis voltar atrás
Quando eu fui falar
Minha voz falhou
Tudo se apagou você não me viu"

* A alça da mochila escorrega pelos ombros, desliza como outrora. Sem fardos. Sem esperanças. Sensação de finito, hálito ávido e olhos curiosos.*

"Mas se eu já me perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você"

Desvia pelo atalho.

domingo, 12 de junho de 2011

Em memória ao dia dos namorados.

A iris bicolor azul-verde estática parada contra a janela. Silêncio inoportuno. Irrompe e macula o ar: "Eu não vou mais voltar aqui."
A iris castanha escura vira Belladonna, retumba suplicas de que fique mas cala-se. O frio torna-se risivel. Os polos chocam-se violentamente. 
"Então é isso?" Vontade sexual de te eriçar os pêlos, tirar um pedaço na tua carne. Atitude mais sensata.

 Aquele osso do cotovelo não doia tanto como agora, a algia é intensa. Traz de volta a anestesia dos teus murros, eles tem ódio mimetizado em amor. Tenta sorrir mesmo enquanto ambos vestem-se.

Droga, sabe, eu realmente te amo.

A música toca "as coisas que eu te disse ontem". É profundo. Quando ouviamos eu atuava infante com vergonha do meu espirito rezingão, como dizer-te que nada contigo jamais foi até a meia noite quando exalamos um descrompromisso assimétrico?
Ilusão.
"Sempre dizemos que seria assim. Fingiamos o contrário por que?"

O enigma torna-se a cartarse.

Os passos levam embora coisas que deviam ter sido ditas.




Objetos no bolso, pessoas aleatorias, gestos, flores.

Guardamos tantas coisas em cada concavidade de ar possivel, um chiclet amassado com o odor do maço de cigarros naquele bolso da jeans apertada e abatida pelo tempo, pelos exageros, pelos apertões austeros do tecido cru sobre a coxa. Itens que realçam a arte dissimulada em cada lembrança, gabar-se disto não mais é do que evocar a pureza dos objetos despedaçados pelos falsos gestos banais que a vida nos encena... O fragmento de um espelho tão elétrico, capaz de transformar a garoa em tempestade e o menino em homem. Despertar do sono insosso para um riso histérico e fiel a uma certeza acanhada mas sincera e genuína. Intimidar o tempo perdido pelo teu abraço forte e ouvir mais uma vez aquilo que fora dito de tantas formas insinuantes, digna dos amantes dos livros reforçadas com amor e raiva intangiveis.Perpetua-se esse gosto sui generis na boca e propaga-se num mal-estar tremendo no peito, estomago. É a angustia recebendo um golpe pela vontade de ferro irremediavel em ser o agente causador do teu stresse, da dúvida selvagem que pronuncia-se: "O que eu faço contigo? Me diz." Sempre soubemos, mas era assustador dizer.


 Há quem diga que amadurecer é enfrentar tantas "bestas", desafios dignos de uma odisséia que envolvam vida e morte mas nas mãos tremulas, uma mochila velha e um punhado de notas amassadas rumo a uma cidade desconhecida e obsoleta reguladas por um relógio sem as horas eu me senti um herói, pela primeira vez. Cresci aquele centimetro que esperamos anos acontecer. O orgulho tem a forma do lírio que eu trazia em mãos e desabrochava a cada conjunto de espaço dizivel que percorria. Descobri que a impaciencia é controlavel e a simpatia solidária pode significar tanto quando se está sozinho e sangrando. Virar história para uma pessoa que conheci na Parada, uma amizade tão passageira mas com um ar de negação pois ele jamais compreenderia a importancia disto, inclusive no escuro que era cortado em um filete fino pelo céu azulado em contraste a cidade. A noite nunca havia sido tão importante pra mim, aprendi a caminhar tão cego de olhos abertos ao dia que notavelmente eu transformara minha alma em pó.

Ninguém vê onde chegamos, nem nós mesmos, talvez isso signifique algo.Desejo piscante, oscilante, uma lampada sobrecarregada que a qualquer momento pode queimar, explodir em estilhaços e desfigurar quem tanto queremos bem.

É humano racionalizar tanto que jamais dariamos certo, que te perdi em algum momento e sou tão impotente pra te buscar e te proteger como sempre idealizei mas, por outro vertente, o lado que eu mais amo, meu coração menino bobo apaixonado, que sabe que o teu nome está escrito em cada canto, incrivelmente ter a esperança de que eu vou novamente entoar a canção muda dedilhada pelos teus sorrisos e quando já não sei mais o que sentir por ti eu respiro fundo perto da tua nuca e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam. Ser o contraponto das tuas histórias, a versão diferente.

Não posso permitir que o tempo se estagne para nós dois e tempo parado é saudade. Acreditar nela. Viver dela.

 Ainda respiro teu hálito de flor e sempre será o meu Lírio. Meu.


Queria que soubesse e sentisse o quanto é importante pra mim. Ainda que eu não acredite que isto baste e que meu egoismo é maior em te desejar inconsequentemente.


Eu descobri contigo como é incrivel o tato. Um aperto de mãos, um abraço que insistia em ser mais apertado a cada acolhida e a sintonia que tem-se com a boca de alguem, capacidade memorável de tornar um entrelace de linguas digno de contos pornos e romances épicos. O poder que ele nos permite ter é indizível e só com ele eu queria mais uma partilhar...

“Os olhos se encaram imergindo desejos repletos de volupia enquanto suavemente a palma da mão, em um ritmo constante e coordenado com os lábios, aproximam-se da tua face. Os dedos longos e grossos encaixam-se perfeitamente nas curvas do teu crânio, acariciando meia maçã do rosto e a tez da palma da mão eletriliza-se. Hesitante a feição muda e espontaneamente traz consigo aquele sorriso sincero acompanhado de um sussurro quase inaudível:
Eu te amo.”


Te desejo toda felicidade do mundo, pedacinho do meu.