domingo, 12 de junho de 2011

Em memória ao dia dos namorados.

A iris bicolor azul-verde estática parada contra a janela. Silêncio inoportuno. Irrompe e macula o ar: "Eu não vou mais voltar aqui."
A iris castanha escura vira Belladonna, retumba suplicas de que fique mas cala-se. O frio torna-se risivel. Os polos chocam-se violentamente. 
"Então é isso?" Vontade sexual de te eriçar os pêlos, tirar um pedaço na tua carne. Atitude mais sensata.

 Aquele osso do cotovelo não doia tanto como agora, a algia é intensa. Traz de volta a anestesia dos teus murros, eles tem ódio mimetizado em amor. Tenta sorrir mesmo enquanto ambos vestem-se.

Droga, sabe, eu realmente te amo.

A música toca "as coisas que eu te disse ontem". É profundo. Quando ouviamos eu atuava infante com vergonha do meu espirito rezingão, como dizer-te que nada contigo jamais foi até a meia noite quando exalamos um descrompromisso assimétrico?
Ilusão.
"Sempre dizemos que seria assim. Fingiamos o contrário por que?"

O enigma torna-se a cartarse.

Os passos levam embora coisas que deviam ter sido ditas.




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